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Um grupo de amigos que mantém um pé (um só?) nos anos 80, que se conheceu, e se encontra através do site Infancia80 e do canal #infancia_80 da Rede Brasnet pra trocar figurinhas do Balão Mágico, Mirabel, Fofão, Top Gun, Trem da Alegria, Menudo, Blitz, Dominó, Chacrinha, Metrô, Curtindo a vida adoidado, Bozo, RPM, Daniel Azulay, He-man, Dip n' lik, Flintstones, pogobol, Smurfs, e tantas outras coisas que nos fazem sentir tanta Saudade dos 80 Outras Lembranças
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Este Ano 80 invertido já começa trazendo frutos de fina flor. Pela primeira vez, o Saudade dos 80 reproduz um texto convidado. Zanzando pela web, Luiz com Z descobriu uma crônica impagável da cartunista curitibana Pryscila (com Y), outra criança oitentista legítima e juramentada. Ela ilustra perfeitamente o que aconteceu com muitos integrantes da nação cinéfila em sua última década de ingenuidade: a de 80. Em pleno boom do videocassete, Pryscila Vieira rumou pela primeira vez a uma locadora pra fazer sua primeiríssima locação de fita VHS e... HISTÓRIAS QUE NOSSAS BABÁS NÃO CONTAVAM Pryscila Vieira, 6/12/2007
Lá pelo inicio da década de... (deixa para lá) meu pai partiu a machadadas seu porco de barro para comprar um vídeo-cassete. Feliz da vida dirigi-me a uma locadora para pegar meu primeiro VHS. E primeiro VHS é como o primeiro sutiã: você nunca esquece. Minha única exigência era que o filme não fosse legendado pois eu nem era completamente alfabetizada ainda. Por conta disso, não desembaralhei o amontoado de letras da sinopse do filme que loquei na intenção de assistir a um desenho animado, visto que a capa era um belo desenho... E bem animado. Resultado: meu primeiro VHS foi "Histórias que nossas babás não contavam", uma pornochanchada de 1979 em que Branca de Neve foi interpretada por uma das ex-mulatas de Sargentelli, a bela Adele Fátima. O príncipe encantado era ninguém menos do que o Costinha. Os sete anões eram... Os sete anões mesmo. Hoje, sei ler um pouquinho melhor, e descobri que a sinopse do "Histórias que nossas babás não contavam" dizia o seguinte: "Sátira do conto de Branca de Neve, em que os sete anões mostram ao príncipe encantado que tamanho não é documento." Assisti ao filme na companhia de minha irmã, um ano mais "velha". Enquanto isso, mamãe passava roupa, impressionada com o préstimo do novo eletrodoméstico. "As crianças ficam quietinhas!" pensava ela. Pudera... Até o Taz ficaria imóvel assistindo a uma fogosa Branca de Neve afro-descendente, sete anões afoitos e alguns banquinhos cambaleantes.
"Naquela época" em que uma criança podia locar filme pornô e a turma do Balão Mágico era aplaudida por atirar de trezoitão em ararinha azul, eu comprava wiskey e cigarro para meu pai. E para que eu não passasse vontade, papai comprava um guaraná, para que parecesse meu whiskey e uma caixa de cigarrinhos de chocolate da Pan. O mundo era politicamente incorreto, sim... Mas muito mais divertido! Super fantástico... Ah! O Balão Mágico!
* Antes que algum desocupado que se diga politicamente correto venha reivindicar meu maior cuidado com as palavras, vou logo avisando: - Nenhum animal foi sacrificado para que estes parágrafos fossem escritos. - Hoje eu não fumo e não bebo (muito) como vocês devem estar pensando. Meu pai é que foi proibido de beber e de fumar pelos médicos. - Não sou praticante de orgias sexuais com anões indefesos por influência de Adele Fátima. Não precisa prender a moça. - E não. Não acho que na "época dos militar" a situação era melhor... Antes que coloquem palavras na minha boca. Postado por Pryscila Vieira, diretamente do Niu Iórqui Táimes. Fonte: www.pryscila.com.br Contato: pryvieira@yahoo.com.br Ilustrações: Pryscila (www.pryscila.com.br) Benício (http://documentariobenicio.blogspot.com) Cigarrinhos Pan (www.chocolatepan.com.br) Nota do blogueiro: Talvez Pryscila nem imaginasse que, pouco mais de uma década depois, viveria da mesma fonte de renda que o responsável pelo cartaz que ensejou todo o episódio: o artista plástico Benício - na humilde opinião deste oitentista, o maior pintor publicitário e de cartazes cinematográficos da história desse país. Postado por Luiz com Z em 3:10 PM Eu quero falar: Medo. Muito medo. Era o que eu e mais uma pequena grande galera sentimos durante meses desde meados de 1984, sempre que entrava aquela chamada misteriosa (que dez anos mais tarde eu saberia que se chama "teaser", no jargão publicitário). Nenhuma locução, nenhuma explicação ou orientação de qualquer espécie. Só a trilha sonora de aventura, um pseudo-caubói sem rosto fazendo estripulias num cavalinho e no final, pra minha surpresa e horror, um pseudo-caubói sem rosto em NEON! "BETO CARRERO!" AAAAAAHHHHH!!!
A cena se repetiria toda noite de domingo, por volta das 19h50, nos estertores de cada edição do lendário programa dos Trapalhões. Em julho de 1985, estreou "Os Trapalhões no Reino da Fantasia". Finalmente todos descobrimos o rosto de Beto Carrero, mas ainda sem ter muita idéia do que se tratava. Mais alguns meses de participações e merchandising no programa de TV e todos já nos acostumaríamos com o garoto-propaganda de sorriso empresarial muito bem calculado. Ontem à noite, uma chicotada cardiogênica num bombeamento cardíaco acabou com o sorriso, com a fortuna, com a capacidade empresarial, com tudo, deixando só um grande luto e um grande espólio. Moral da vida: se aos 9 anos de idade a gente soubesse que o que mata não é mistério, mas a ignorância e a incompetência, a infância não teria muita graça. Mas no fim das contas, mistério, ignorância e incompetência são primas na grande família da desinformação e desatenção. Lamentos à parte, se existir outra dimensão de existência, só espero que não exista aquele neon por lá, a não ser que seja pra aterrorizar quem merece no purgatório. Neste mundo, fica especialmente a saudade da paródia do TV Pirata, que mostrava uma velhinha no lombo dum cavalo num dia ensolarado sobre um gramado verde, empinando o animal; nessa hora a imagem congelava e um corinho tosco cantava "Tônia Carrerooooo...", a imagem descongelava, o cavalo relinchava, voltava com as patas pro chão e a velhinha caía do cavalo - ao pé da letra. _____________________________________________________________________________________________________ Empresário Beto Carrero morre aos 70 anos em SP Sex, 01 Fev 2008, 03h51
Morreu, aos 70 anos, no final da noite desta quinta-feira, João Batista Sérgio Murad, o empresário que ficou conhecido no país inteiro pelo pseudônimo de Beto Carrero. Ele estava internado há dois dias no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, o paciente morreu vítima de choque cardiogênico, causado por insuficiência no bombeamento cardíaco. O óbito ocorreu no momento em que Beto era submetido a uma cirurgia. O corpo do empresário será velado até as 11h de hoje no hospital e depois seguirá para a cidade de Penha (SC), onde ocorrerá o sepultamento. O empresário nasceu em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Tornou-se fã de cowboys americanos após freqüentar inúmeras matinês de cinema aos domingos. Depois de alguns anos no interior, Sérgio Murad partiu para a capital paulista, onde passou a vender anúncios para grandes jornais e revistas do país. Foi vendendo anúncios que começou a construir seu patrimônio. Postado por Luiz com Z em 10:30 AM Eu quero falar: |
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